segunda-feira, 23 de abril de 2012

GORGÓLIA - parte II

 Na sua primeira noite no palacete de Gorgólia, Ritinha estava fascinada com tudo o que a rodeava.
 Naquela primeira noite Gorgólia deixou-a ficar num quarto decorado para uma princesa: todo rosa claro nas paredes e cheio de cores complementares como o lilaz, o rosa choque e o verde.
  O quarto era de sonho e Ritinha, deslumbrada, deixou-se adormecer, sonhando  com princípes encantados,  flores e borboletas cheias de cor por todo o lado.
 Nessa noite Gorgólia esfregava as mãos de excitação e regozijo. Tinha conseguido iludir uma menina para a poder controlar a seu bel-prazer.
 -Séeeeergio!!! - Gritou ela para o marido.
 Sérgio veio a correr como um cãozinho amestrado.
 - Sim, Gorgolinha, que desejas?
 -Escova o meu cabelo. E dá-me uma massagem nos pés. Não vês que hoje me fartei de andar?
 - Sim, minha querida, vou já buscar a escova.
 - DESPACHA-TE!, gritou Gorgólia, a quem a calma nada dizia.
Sérgio lá foi a correr buscar a escova e voltou em 3 tempos,. não fosse «sua alteza» ficar tão fula que ainda explodia.
 Gorgólia tinha bem preparada a vida que Ritinha teria a partir dali.
 Queria uma menina submissa, completamente controlada por ela, para poder usá-la não só para trabalhar exaustivamente, mas, acima de tudo para a adorar!
 Ritinha nada sabia ou sequer desconfiava, visto ser a mais inocente e submissa das meninas que Gorgólia alguma vez teria na sua fiação.
 Finalmente, o seu longo cabelo preto estava escovado e os seus pés massajados.
 Gorgólia estava, finalmente, pronta para um longo sono.
 Amanhã seria um novo dia e havia que aproveitá-lo plenamente.



segunda-feira, 16 de abril de 2012





  Havia um reino escondido num jardim que rodeava uma casa em ruínas. Gorgólia era a dona e senhora deste reino. Era uma mulher com uma voz muito doce, enganando, assim, muita gente com quem fazia negócios. Tinha o cabelo preto, comprido, com caracóis que enrolava com a mão, constantemente.
  Ela era dona de uma fiação, que criava tecidos lindos, dignos de reis e príncipes e abastecia  regularmente o palácio real. Por isso era chamada a tecedeira real. 
  Mas, não era ela quem fiava. Para isso ela tinha umas meninas muito  pequeninas e que estremeciam ao som da sua voz. Quando ela se cansava destas meninas, mandava-as  para fora do seu reino e apanhava outras para colocar no lugar delas.
  Um dia, Gorgólia foi fazer negócios com um conde que vivia perto da senhora dos bolos. E o cheirinho era tão bom que Gorgólia,  não resistindo à gulodice, foi ter com a senhora dos bolos para comprar um para si mesma. Ela era muito gulosa, por isso era tão gorda, tão gorda, que quase não se conseguia mexer.
  Mas, quem estava lá a vender os bolos era a filha daquela senhora. Chamava-se Rita e fazia, juntamente com a mãe, todos aqueles bolos deliciosos. Gorgólia olhou para a menina que era muito envergonhada e muito inocente e com a sua vozinha  doce, iludiu-a com promessas de lindos vestidos, no seu lindo castelo, rodeada das mais belas iguarias.
  Falou-lhe em vestidos do mais puro algodão, fiados com fios das mais lindas cores vindos de países longínquos. Rita sentia-se inebriada com aquilo tudo que ouvia e desejou ser ela a estar envolvida naqueles tecidos todos. Imaginava-os lindíssimos e de côres fantásticas.
Assim, pediu à mãe que a deixasse partir, para ser uma das tecedeiras reais. A mãe pensou bem e deciciu deixá-la ir. Não sem antes ter feito o melhor dos negócios com Gorgólia, que sorria esfregando as mãos com longas unhas pintadas, transpirando satisfação.
«Mais uma para o rol» pensava ela enquanto ía indicando o caminho à menina inglesa que tinha conseguido arrancar de junto da mãe.


domingo, 15 de abril de 2012

Mobília com papoilas

http://www.flickr.com/photos/koreslokas/3097250817/in/set-72157605836493661~




Este foi mais um dos trabalhos de reciclagem de mobiliário que fiz ultimamente.
                        Uma mobília alentejana que ficou com muito charme.